Filme Os Condenados, um caso a refletir

Nada como uma noite daquelas em que não há nada a fazer após o trabalho (férias da faculdade), você para em uma locadora, escolhe uns filmes, e se dedica à prazerosa arte do ócio, bom, de vez em quando não faz mal a ninguém! Estava curioso para ver um filme chamado “Os condenados”, mas para mim se trataria apenas de mais um filme comum, com uma historinha comum e com uma final nem sempre singular! Bom, creio que saibam do que eu estou falando! De fato neste dia não estava muito inspirado para escolher filmes!

A História fala a respeito de um milionário americano que querendo ficar ainda mais rico, usa a web para tal fim, mas precisava fazer algo que chamasse a atenção das pessoas. Só assim atingiria a incrível marca de 40 milhões de internautas cadastrados!
Com este intuito, o milionário escolhe um “atrativo”, digamos, não muito nobre! Ele compra, sim, compra alguns ex-presidiários de algumas cadeias corruptas dos EUA, que até então estavam condenados à morte, assassinos cruéis segundo ele, mas aquele que vencesse o jogo, que em seguida explicarei do que se trata, conseguiria a liberdade!
Mas entre os presidiários estava um ex-funcionário do governo americano, contratado para resolver os probleminhas não oficiais de Washington, e por isto estava preso, pois Washington não poderia prejudicar sua reputação para tirá-lo da cadeia!

O jogo tratava-se do seguinte: Soltos em uma ilha, ou melhor, arremessados nela, os dez condenados “desarmados” teriam de lutar pela sua sobrevivência, cada um teria de caçar e matar seus companheiros, aquele que ficasse vivo conseguiria a liberdade; câmaras foram espalhadas por toda a ilha, tudo seria transmitido ao vivo pela internet e para acessarem as filmagens os internautas teriam de fazer o cadastro pago!

Então começa a grande tortura! Tanto física quanto emocional! Era difícil não se comover com aquilo que se via!

Ex:

Entre os presidiários arremessados de helicóptero na ilha estava um casal, estes, foram arremessados em locais diferentes na ilha, e entre as barbáries que aconteciam, procuravam um ao outro! Quando se encontram a cena é contrastante, por um lado à alegria de terem si encontrado, mas de outro a tristeza por saberem que iriam morrer de forma tão cruel. É difícil de descrever mas a cena é angustiante. Neste meio tempo, dois presidiários que se encontraram na ilha, ao invés de procurarem assassinar um ao outro, combinam em se unirem para assassinarem os demais, e encontram com o casal. Daí em diante a cena é ainda mais angustiante. Amarram o pobre homem, e na sua frente segue-se uma horrível cena de terror. Na verdade a cena não é mostrada, mas evidenciada pelas expressões, gargalhadas e tudo mais...
O homem amarrado, detalhe, antes havia sido quebrado sua perna, consegue fugir se arrastando e encontra-se com o ex-funcionário de Washington e pede a este ajuda para matar os dois que covardemente antes de assassinarem, cometem todo tipo de violência contra a mulher.

O ex-funcionário do governo americano nega-se a ajudá-lo, não por maldade, mas porque não queria entrar no jogo, mas acaba entrando e matando todos os outros, inclusive, o milionário lunático que assistia tudo de camarote junto com seus compassas!

Mas não é este o foco deste artigo! Continue lendo...

Ao ser avisada, a polícia começa uma investigação para saber onde ficava a ilha mostrada na internet. E uma repórter faz o seguinte comentário, não exatamente com estas palavras mas com este significado:

“Todos aqueles que pagaram para assistir esta aberração, são como o lunático que as idealizou”

Senti-me constrangido neste momento por estar assistindo o filme, pois pensei: Qual a diferencia minha que aluguei o filme para as pessoas que pagaram ou pagariam, melhor dizendo, para vê-lo via NET?

Logo concluir: Para os supostos internautas aquilo tudo era real, para mim não! Outra eles já “sabiam” todo o contexto da história.

Bom, estes argumentos permitiram que continuasse a ver o filme.

Mas quero retornar ao entendimento da repórter outrora citada e fazer uma nova indagação: Quantas vezes somos os responsáveis, enquanto sociedade, por tudo aquilo que acontece ao nosso redor?

Muitas vezes escuto pessoas dizendo que na televisão não passa nada que preste?
Mas se passasse daria lucro? As empresas de TV passam exatamente aquilo que o povo gosta, ou o que a maioria gosta, de modo contrário não teriam audiência nem lucro. (Isto não exime a TV, ou melhor, as emissoras de parte da responsabilidade).

Algo contrário em alguns quesitos acontece com a internet; esta possui coisas que vão da escala de valor zero a dez e, cada um busca e encontra nela aquilo que lhe agrada, ou seja, se meu valor é zero, será exatamente isto que buscarei na Web, no entanto, se meu valor é dez, por isto pesquisarei.

Às vezes me preocupa o fato de algumas pessoas dizerem que na internet não a nada que preste. De duas uma, ou é falta de conhecimento, o que eu prefiro acreditar, ou ... (para quem é bom entendedor meia palavra basta, neste caso três pontinhos!)

Nós, enquanto sociedade, somos os principais responsáveis por aquilo que acontece em nosso redor, tanto coisas boas quanto más, e a mudança começa dentro de cada um que, ao “varrer" a porta de sua casa, contribui para um mundo mais “limpo”. Então varra todas as imundícias que este mundo corrupto (” pela aceitação das pessoas ratifico”) tenta impetrar em nosso meio.

Bom, eu vou começar desligando a TV no horário do Big Brother Brasil, BBB!

Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrrs!

Abraço a todos! Até o próximo artigo.

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